The summer wind, came blowin' in - from across the sea
It lingered there, so warm and fair - to walk with me
All summer long, we sang a song - and strolled on golden sand
Two sweet hearts, and the summer wind
Like painted kites, those days and nights - went flyin' by
The world was new, beneath a blue - umbrella sky
Then softer than, a piper man - one day it called to you
And I lost you, to the summer wind
The autumn wind, and the winter wind - have come and gone
And still the days, those lonely days - go on and on
And guess who sighs his lullabies - through nights that never end
My fickle friend, the summer wind
The Summer Wind por Madeleine Peyroux
17.2.09
...from across the sea ....
16.2.09
A vida, sentido de oportunidade

Quantas vezes o espírito não se sente aprisionado pelo corpo? Eu diria quase sempre. Mas por mais que nos aprisione é o corpo o veículo de expressão, de contacto com o mundo, é ele que nos dá, enfim, a noção de estarmos vivos.
Sentimos pela vida toda o corpo como o limite, o único limite, para um espírito que teima em resistir, que envelhece e rejuvenesce tantas vezes ao dia. Há um momento em que o corpo já não corresponde a essa agilidade, porque não é livre na sua condição real. É essa a melancolia, a de viver entre um princípio e um fim, mesmo que esse tempo seja invertido, fragmentado. Somos a infinita possibilidade cercada pela irreversibilidade do tempo. A arte de viver é relembrada neste filme como o sentido de oportunidade de um encontro. Cada um desses encontros são como pontes, milagres no cruzamento de outras vidas com a nossa. Muitas vezes a um espírito atormentado pelos limites do corpo e pela passagem do tempo, escapa-lhe o mais importante: viver. Estes personagens sabiam que esse encontro é breve, que o sentido da oportunidade é curto e que só isso nos é dado.
15.2.09
O passeio dos poetas
The Mall, Central Park, New York, actualidade14.2.09
12.2.09
O encanto perdido

Na imagem vemos Gene Tierney . A fotografia será dos inícios dos anos 40 ou mesmo do final da década de 30. É fácil advinhar que a sua carreira estava ainda a começar. Há no seu rosto qualquer coisa de autêntico que as cameras e a fama ainda não haviam tomado. Há uma promessa no ar.
Nesse tempo, parece que ainda existiam muitos traços a definir, muitos caminhos a percorrer, muita vida por experimentar. Vivia-se a infância de qualquer coisa que hoje me parece decadente, sem encanto. Talvez não seja somente na pureza do preto e branco que desvendamos tudo isto, mas na vida que se mostra para além deles.
E porque será que nos parece mais distante este tempo do que outro anterior? Talvez porque desse outro tempo mais recôndido escasseiem as imagens para o confrontarmos e neste temos já a imagem do nosso tempo, mas com tudo o que perdemos nestes 60 anos. Se o pensamento é quase sempre uma imagem, seremos capazes de encontrar um novo sentido no invisível?
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