22.7.17

O ouro

" Em 1519, Hernan Cortés e os seus companheiros invadiram o México, até então um mundo isolado. Os Astecas, como se autodenominavam as pessoas que aí viviam, rapidamente perceberam que os forasteiros mostravam um extraordinário interesse por certo metal amarelo. De facto, pareciam nunca parar de falar nisso. O ouro não era conhecido dos nativos - era bonito e fácil de trabalhar, pelo que usavam-no para fazer jóias e estátuas e, ocasionalmente, usavam pó de ouro como meio de troca. No entanto, quando um asteca queria comprar alguma coisa, pagava, por norma, em bagos de cacau ou rolos de tecido. Como tal, a obsessão espanhola pelo ouro parecia inexplicável. O que tinha de tão importante aquele metal que não podia ser comido, bebido ou tecido, e que era demasiado macio para ser usado em ferramentas e armas? Quando os nativos questionaram Cortés quanto ao motivo de os espanhóis terem tal paixão pelo ouro, o conquistador respondeu: " Porque eu e os meus companheiros sofremos de uma doença do coração que só pode ser curada com ouro"."

in Sapiens, de Animais a Deuses de Yuval Noah Harari

17.7.17

As ditaduras do "policamente correcto" ...

(...) É um erro fatal acreditar que basta ignorar esta gente para não se ser afectado pelo seu zelo inquisitorial: o que comemos, bebemos, vestimos, as palavras que ensinamos aos nossos filhos e os brinquedos que damos aos nossos netos, tudo é pretexto para que imponham as suas teses e executem a sua engenharia social. Mais, são eles quem decide o que se pode ou não discutir. Durante anos trataram depreciativamente como dramas de faca e alguidar o que depois fizeram uma causa sua: a violência doméstica. Agora determinam que não se pode falar de questões de segurança: é populismo, dizem. Um dia farão dos assaltos às casas uma bandeira e logo toda a sociedade terá de ir a reboque do que de mais destrambelhado lhe ocorrer propor. No caso da família e do sexo foi precisamente isso que aconteceu: de início a luta pela igualdade entre homens e mulheres foi vista como um desperdício burguês porque a igualdade que contava e da qual decorriam todas as outras era a igualdade entre classes. Abstenho-me de escrever aqui o que os defensores da igualdade de classes então diziam sobre os homossexuais. Anos depois já nem de sexo se fala, vivemos numa espécie de ditadura andrógina ao serviço de uma entidade chamada género. Um dia esquecerão o género e outro tema os inebriará. Com igual espírito inquisitorial. (...)

excerto de um artigo de Helena Matos, 16/7/2017
http://observador.pt/opiniao/o-que-sera-feito-da-deputada-cigana/

Sines, anos 60, antes da construção do Porto


16.7.17

Lembrar antigas formas de comunicar



Quipo (do quíchua cusquenho Quipo ou KhipuIPA[ˈkʰipu], "") era um instrumento utilizado para comunicação, mas também como registro contábil e como registros mnemotécnicos entre os incas. Eram feitos da união de cordões que podem ser coloridos ou não, e poderia ter enfeites, como por exemplo ossos e penas, onde cada nó que se dava em cada cordão significava uma mensagem distinta. Cada cordão poderia ter um ou mais nós, ou nenhum nó, ou um nó na ponta, um nó na base, enfim, tudo era comunicado e transportado rapidamente ao imperador Inca no centro do império, Cuzco